quarta-feira, 18 de março de 2026

Abraão: O Sermão da Obediência e o Chamado da Fé no Invisível



Abraão olhando para o céu estrelado no deserto.

Abraão: O Sermão da Obediência e o Chamado da Fé no Invisível


Meus amados, ao sairmos das águas do dilúvio com Noé, a humanidade volta a se espalhar, mas infelizmente o coração humano logo se perde novamente na soberba de Babel.

É nesse cenário de confusão de línguas e dispersão que Deus decide levantar não apenas um homem, mas uma nação inteira através de um chamado singular. Estamos diante de Abrão, mais tarde chamado Abraão, o pai de todos os que creem.

O Chamado de Abraão: O Divisor de Águas

Em Gênesis 12:1, o Senhor diz a Abrão:

"Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei."




Meus amados, ao sairmos das águas do dilúvio com Noé, a humanidade volta a se espalhar, mas infelizmente o coração humano logo se perde novamente na soberba de Babel.

É nesse cenário de confusão de línguas e dispersão que Deus decide levantar não apenas um homem, mas uma nação inteira através de um chamado singular.

Estamos diante de Abrão, mais tarde chamado Abraão, o pai de todos os que creem. 

O sermão de Abraão não é feito de palavras eloquentes, mas de passos de obediência em direção ao desconhecido, um testemunho vivo de que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.

O chamado de Abraão é o divisor de águas da história bíblica.

Em Gênesis 12:1, o Senhor diz a Abrão:

"Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei."

Observem, meus irmãos, a radicalidade desta ordem. Deus não deu a Abraão um mapa, um destino final ou um itinerário detalhado; Ele deu apenas uma direção e uma promessa. 

A fé de Abraão começou no ato de deixar para trás a segurança do passado para abraçar a incerteza do futuro sob a custódia da Palavra de Deus.

Ele saiu de Ur dos Caldeus, uma cidade próspera e idólatra, para viver como estrangeiro em tendas, porque seus olhos não buscavam uma cidade terrena, mas aquela que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.

Em Gênesis 12:2-3, Deus sela o Seu compromisso:

"E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. 

E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra."

Este é o sermão da eleição divina. 

Deus escolhe um homem idoso e uma mulher estéril, Sara, para provar que a Sua glória não depende da capacidade humana, mas do Seu poder criador. 

Abraão nos ensina que ser abençoado por Deus não é um fim em si mesmo, mas um meio para que outros sejam alcançados. 

"Tu serás uma bênção" é o mandado para cada um de nós hoje; não fomos chamados para sermos reservatórios de graça, mas canais por onde o amor de Deus flui para um mundo sedento.

A jornada de Abraão, porém, foi marcada por testes de paciência. 

Os anos se passavam e a promessa de um herdeiro parecia cada vez mais impossível aos olhos da biologia. Foi então que, em Gênesis 15:5, o Senhor o levou para fora e disse:

"Então, o levou fora e disse: Olha, agora, para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente."

E aqui está o versículo que sustenta toda a doutrina da justificação, Gênesis 15:6:

"E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça."

Abraão não foi considerado justo porque era perfeito — pois sabemos que ele falhou e temeu no Egito — mas porque ele acreditou que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. 

Crer em Deus contra a esperança é o que diferencia o religioso do verdadeiro adorador.

O auge da vida de Abraão, o momento em que seu sermão de fé atinge a nota mais alta e dolorosa, está em Gênesis 22.

Deus pede o sacrifício de Isaque, o filho da promessa, o riso de sua velhice.

"E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi." (Gênesis 22:2)

Como compreender tamanha exigência? Abraão não questionou, não murmurou; ele levantou-se de madrugada, preparou a lenha e caminhou três dias em direção ao sacrifício. 

Quando Isaque perguntou onde estava o cordeiro, a resposta de Abraão em Gênesis 22:8 profetizou o próprio Evangelho:

"E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos."

No altar de Moriá, o braço de Abraão foi detido pelo anjo, e um carneiro preso pelos chifres foi provido. Ali, Abraão conheceu Deus como Jeová-Jiré, o Senhor que provê.

Abraão nos ensina que nada, nem mesmo as bênçãos que Deus nos dá, pode ocupar o lugar do próprio Deus em nossos corações. 

Isaque era a promessa, mas Abraão amava o Deus da promessa mais do que a própria promessa. 

Sua vida é um chamado para abandonarmos nossos ídolos, nossos "urs" e nossos confortos, para caminharmos na dependência total da voz do Eterno. 

Ele morreu com boa velhice, farto de dias, sendo chamado de "amigo de Deus".

Que maior título poderia um homem almejar? O sermão de Abraão termina nos lembrando que a fé não é um sentimento, mas uma obediência persistente que atravessa desertos e sobe montanhas de sacrifício, confiando que, no final, a fidelidade de Deus sempre terá a última palavra.

Novo canal Com Pastora Adriana Rodrigues

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